
Cristina Rodrigues
23/06/2026
Os preços das casas em Portugal continuaram a aumentar no início de 2026, embora o número de transações tenha registado uma descida. Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, o Índice de Preços da Habitação cresceu 17,8% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Preços da habitação sobem 17,8% no primeiro trimestre, apesar da quebra nas vendas
Os preços das casas em Portugal continuaram a aumentar no início de 2026, embora o número de transações tenha registado uma descida. Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, o Índice de Preços da Habitação cresceu 17,8% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Ainda assim, este crescimento foi inferior ao observado no trimestre anterior, com uma desaceleração de 1,1 pontos percentuais.
A subida dos preços foi mais expressiva nas habitações já existentes, que registaram um aumento de 19,7%. No caso das casas novas, a valorização foi de 12,6%. Face ao trimestre anterior, o índice aumentou 3,8%, com uma subida de 4,2% nas habitações existentes e de 2,7% nas habitações novas.
Apesar da valorização dos imóveis, o mercado registou menos vendas. Entre janeiro e março de 2026 foram transacionadas 37.745 habitações, o que representa uma redução de 8,7% face ao mesmo período de 2025.
A maioria das vendas continuou a corresponder a habitações existentes, que representaram 80,4% do total das transações. Foram vendidas 30.356 casas usadas, menos 8,0% do que no período homólogo. Já no segmento das habitações novas, foram transacionadas 7.389 unidades, uma descida de 11,6%.
Mesmo com menos casas vendidas, o valor total das transações aumentou. No primeiro trimestre de 2026, os negócios no mercado habitacional atingiram 9,9 mil milhões de euros, mais 3,2% do que no mesmo período do ano anterior. As vendas de habitações existentes totalizaram 7,5 mil milhões de euros, um crescimento de 6,9%. Em sentido contrário, o valor das transações de casas novas caiu 6,8%, fixando-se nos 2,4 mil milhões de euros.
As famílias mantiveram-se como os principais compradores no mercado residencial. No total, adquiriram 32.828 habitações, o equivalente a 87% das transações realizadas. Em termos de valor, estas compras representaram 8,6 mil milhões de euros, correspondendo a 86,4% do montante global movimentado.
Por outro lado, a procura por parte de compradores com domicílio fiscal fora de Portugal voltou a diminuir. No primeiro trimestre foram registadas 1.770 aquisições por não residentes, menos 15,6% do que no mesmo período de 2025.
Em termos regionais, todas as zonas do país registaram uma redução no número de casas vendidas. As quebras mais acentuadas verificaram-se na Região Autónoma da Madeira, com menos 25,6%, nos Açores, com uma descida de 11,4%, e no Algarve, onde as transações recuaram 10,7%.
Apesar da diminuição no número de vendas, algumas regiões continuaram a apresentar aumentos relevantes no valor das transações. Entre elas destacam-se a Península de Setúbal, o Oeste e Vale do Tejo, o Alentejo e o Norte, com crescimentos entre 4,6% e 16,6%.
