
Polistécnica
1/09/2026
A atividade turística em Portugal manteve uma evolução positiva em julho, com os proveitos totais a atingirem 923,7 milhões de euros, o que representa um crescimento de 4,9% em termos homólogos.
Os proveitos de aposento ascenderam a 734,4 milhões de euros, aumentando igualmente 4,9% face a julho do ano anterior e 4,8% relativamente ao mês precedente.
Durante o mês de julho, os estabelecimentos de alojamento turístico receberam cerca de 3,4 milhões de hóspedes, mais 1,0% do que no mesmo mês do ano anterior, tendo sido contabilizadas 9,6 milhões de dormidas, correspondentes a um aumento de 2,1%.
Algarve continua a liderar receitas turísticas
O Algarve manteve a posição de principal região turística em termos de receitas, concentrando 35,0% dos proveitos totais e 35,1% dos proveitos de aposento. Seguiram-se a Grande Lisboa, com 21,2% e 21,9%, respetivamente, e o Norte, com 14,1% e 14,2%.
A generalidade das regiões registou aumentos das receitas, com exceção da Grande Lisboa, onde os proveitos totais recuaram 2,0% e os proveitos de aposento diminuíram 2,2%.
O Alentejo apresentou o crescimento mais expressivo, com uma subida de 19,8% nos proveitos totais e de 19,7% nos de aposento. A Península de Setúbal também se destacou, registando aumentos de 10,9% e 10,6%, respetivamente.
Rentabilidade por quarto mantém trajetória positiva
O rendimento médio por quarto disponível, conhecido como RevPAR, atingiu 104,3 euros, representando um crescimento homólogo de 1,8%. Por sua vez, o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) aumentou 3,2%, fixando-se nos 154,9 euros.
O Algarve voltou a apresentar o RevPAR mais elevado do país, com 151,4 euros, seguido da Madeira, com 127,1 euros, e dos Açores, com 122,6 euros.
Em termos de crescimento, o Alentejo destacou-se com uma subida de 14,6%, enquanto a Grande Lisboa foi a única região a apresentar uma redução deste indicador, de 7,3%.
No ADR, os valores mais elevados foram observados no Algarve, com 203,2 euros, e no Alentejo, com 168,8 euros. Também neste indicador o Alentejo apresentou uma das evoluções mais favoráveis, com um aumento de 12,5%.
Dormidas de residentes crescem acima das de turistas estrangeiros
As dormidas de residentes atingiram 3,1 milhões, aumentando 5,1% em termos homólogos. Já as dormidas de não residentes totalizaram aproximadamente 6,6 milhões, correspondendo a um crescimento mais moderado de 0,7%.
Regionalmente, os maiores aumentos no número total de dormidas foram registados no Alentejo (+7,7%) e no Norte (+6,3%). Pelo contrário, os Açores e a Madeira apresentaram reduções de 1,2% e 0,9%, respetivamente.
O Algarve continuou a concentrar a maior parcela das dormidas nacionais, com 30,8% do total, seguido da Grande Lisboa, com 20,2%, e do Norte, com 17,4%. Em conjunto, estas três regiões representaram 68,4% das dormidas registadas no país.
Entre os turistas residentes em Portugal, o crescimento foi particularmente significativo no Alentejo, com uma subida de 11,1%, e no Norte, com 8,6%. Já os Açores e a Madeira foram as únicas regiões a apresentarem reduções.
Reino Unido mantém liderança entre os mercados internacionais
Os dez principais mercados emissores representaram 74% das dormidas de turistas estrangeiros.
O Reino Unido manteve-se como o principal mercado emissor, responsável por 18,4% das dormidas de não residentes e registando um crescimento de 3,0%.
Espanha surgiu em segundo lugar, com uma quota de 10,8% e um aumento de 1,6%, seguindo-se a Alemanha, responsável por 9,3% do total e com uma subida de 5,3%.
Entre os principais mercados internacionais, a Polónia apresentou o maior crescimento, de 10,8%, enquanto França registou a maior quebra, de 5,9%.
O mercado norte-americano também apresentou uma evolução negativa, com uma redução de 3,1% das dormidas, representando apenas a segunda quebra registada desde a pandemia.
Em julho foram contabilizadas menos 19,3 mil dormidas de turistas provenientes dos Estados Unidos face ao mesmo mês do ano anterior. Esta redução foi particularmente evidente na Grande Lisboa, com menos 16,9 mil dormidas, e no Algarve, com menos 6,3 mil. Em contrapartida, o Norte registou um crescimento de 9,3% neste mercado, equivalente a mais 10,7 mil dormidas.
Os resultados de julho confirmam, assim, a continuidade do crescimento da atividade turística nacional, com aumento das receitas, das dormidas e da rentabilidade do alojamento, embora com diferenças relevantes entre regiões e mercados emissores.
